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Realizando a Necropsia: Amostragem dos Tecidos
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a. Histologia |
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(veja Lista de Conferência para Tecidos no Anexo II)
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As amostras devem ser retiradas de todos os principais órgãos e de TODAS AS ÁREAS ANORMAIS.
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Todas as amostras devem ser acondicionadas em frascos com formol 10%.
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O VOLUME DOS OS TECIDOS FIXADOS NÃO DEVE EXCEDER 1/10 DO VOLUME DE FORMOL CONTIDO NO FRASCO.
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Para serem fixadas corretamente, as amostras não devem possuir mais que 1 cm de espessura. Porém, devem ser longas o suficiente para conter diferentes áreas do tecido, assim como as anormalidades observadas. Preferencialmente, deve-se colher amostras que contenham áreas alteradas circundadas por porções normais de tecidos.
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As amostras devem ser manipuladas com cuidado, pelas bordas do tecido. A superfície dos tecidos não deve ser raspada ou comprimida com pinças.
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A maioria dos tecidos não precisa ser identificado individualmente. Se uma das amostras necessitar de identificação específica (como um determinado linfonodo), esta deve ser colocada em um frasco diferente. Ou no mesmo frasco, fixada a um pedaço de papel, com fio ou alfinetes, rotulado com caneta marca texto resistente a água.
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NUNCA congelar amostras para histologia, mesmo antes ou depois de fixá-las em formol |
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b. Microbiologia (Bacteriologia e Virologia) |
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Amostras destinadas à microbiologia devem ser processadas com cautela a fim de evitar contaminações que possam alterar os resultados. As amostras colhidas devem estar viáveis para que posteriormente ocorra crescimento bacteriano ou replicação viral.
Retirar as amostras sem contaminá-las. As amostras devem ser colhidas antes do restante dos tecidos serem manipulados e os instrumentos devem estar esterilizados. As amostras devem ser colocadas em frascos estéreis. Os instrumentos podem ser esterilizados flambando-os com álcool, até que as extremidades fiquem vermelhas. Antes das amostras serem colhidas os instrumentos devem ser resfriados. As amostras podem ser obtidas com swab ou seringa estéril. Fragmentos de tecido devem ser acondicionados em frascos estéreis e conter 3 cm cúbicos, dessa forma o interior das amostras permanecerá sem contaminação externa.
Retirar amostras que contenham áreas alteradas. Amostras apropriadas podem ser sangue total, pus, áreas com abscessos e nódulos, fragmentos intestinais com conteúdo. Quando forem colhidas amostras de tecidos infectados, devem ser selecionadas áreas da periferia da lesão, onde organismos vivos são mais facilmente encontrados. Se áreas anormais de tecido não estiverem presentes devem ser retiradas amostras dos pulmões, fígado, rins, baço, linfonodos e intestinos (veja Lista de Conferência no Anexo II)
Manter as amostras imersas em meio de transporte estéril, em frasco selado e sob refrigeração. Se não for possível manter as amostras refrigeradas essas devem ser mantidas em glicerina tamponada.
Esfregaços de pus ou tecidos contaminados podem ser proveitosos. Essas amostras podem ser secas ao ar e enviados laboratório. |
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c. Sorologia |
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Amostras de soro devem ser embaladas em tubos estéreis e estocadas ou remetidas a laboratório congeladas.
Obtendo Soro De Uma Carcaça
Em animais recentemente mortos, o ventrículo cardíaco direito geralmente contém coágulos, plasma (de coloração amarelo escuro) e sangue total coagulado ou não. O plasma ou sangue deve ser colhido e permanecer parado por aproximadamente 30 minutos, para possibilitar a formação de coágulos. Após isso pode ser centrifugado a 2000 rpm por aproximadamente 20 minutos. Centrífugas de campo podem ser adaptadas de modelos como Mobilespin da Vulcon Technologies, 718 Main, Grandview, MO 640330 USA; 816-966-1212 ou FAX 816-966-8879. Modelo portátil de fácil adaptação para o uso em campo. Quando uma centrífuga não está disponível o soro pode ser obtido deixando que as células sangüíneas ou coágulo decantem lentamente. O soro obtido (de coloração amarelo límpido ou avermelhado nos animais com tecidos em autólise) ou o plasma devem ser separados do coágulo ou das células sangüíneas e divididos em no mínimo duas alíquotas. Essas devem ser mantidas em frascos identificados e refrigeradas ou congeladas (-20° ou -70°C) até serem transportadas ou laboratório. Os frascos devem ser identificados com a espécie, identificação do animal amostrado, data, local (país, estado, unidade de conservação, etc) usando etiquetas ou canetas com tinta resistente a umidade.
Se uma centrífuga não está disponível e foi obtido sangue de um animal ainda vivo ou de um animal morto cujo sangue ainda não coagulou, colha o sangue total e coloque em um tubo sem anticoagulante. Deixe o tubo invertido com a tampa para baixo até o sangue coagular. Posicione o tubo corretamente e com cuidado retire o coágulo que estará aderido à tampa do tubo, deixando o soro no seu interior. Nesse caso, os teores de zinco da tampa de borracha do tubo de ensaio podem alterar os níveis séricos de zinco, elevando os valores reais da amostra. |
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d. Toxicologia |
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Colher amostras de tecido e armazenar metade em folha de alumínio e metade em sacos plásticos (alumínio ou plástico podem interferir em alguns testes toxicológicos). Se possível, as amostras podem ser armazenadas congeladas até serem enviadas ao laboratório. (veja lista de verificação no Anexo II). |
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e. Parasitologia |
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Realizar no mínimo 3 esfregaços de sangue em lâminas de vidro. (veja os procedimentos em "Verificação para Carbúnculo"). Colher aproximadamente 2 g de fezes. Fixe em formol 10% ou álcool etílico 70%. Ou manter sob refrigeração até que seja analisado. Colher ectoparasitos e fixar em álcool etílico 70%. |
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f. Lâminas para Citologia |
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Realizar um corte com uma lâmina de bisturi, sem restos de outros tecidos, sobre a superfície da área anormal que deverá ser examinada.
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Prender firmemente a amostra com uma pinça e pressione a superfície do corte para baixo.
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Secar a superfície do corte com papel toalha até que fluidos ou sangue não estejam mais evidentes.
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Pressione levemente a superfície seca da amostra com uma lâmina de vidro em vários locais.
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Secar as lâminas à temperatura ambiente e fixar com etanol 95%. |
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g. Amostras em Papel Filtro |
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Pequenas quantidades de sangue podem ser colhidos em papel filtro. Essas amostras podem ser utilizadas para testes de anticorpos para algumas viroses, doenças bacterianas ou pesquisa de hemoparasitos.
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Colocar algumas gotas de sangue de 1 a 2 cm de diâmetro sobre papel filtro espesso (tipo Whatman)
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Manchas de sangue podem ser obtidas pela impressão do papel filtro sobre órgãos internos ou músculos.
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Depois de colhidas as amostras de sangue, estas devem secar a temperatura ambiente. Os papéis devem ser identificados com lápis, contendo a espécie animal e outras identificações pertinentes.
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Após secagem as amostras devem se armazenadas, em sacos plásticos individuais, em local seco. Recomenda-se que pequenos envelopes de dessecador sejam colocados junto com as amostras. |
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